Deus para mim não é gente.
Pensei em falar sobre os filmes que eu assisti esse final de semana. Pensei em falar sobre amor, sobre maternidade e educação, sobre Deus, sobre dor, sobre melancolia, sobre a vida. Quando falamos o que estamos pensando e sentindo, quando transformamos nossas idéias em palavras elas certamente se tornam mais compreensíveis. Eu pensei sobre tudo isso hoje, chorei por tudo isso hoje, como faço sempre. Mas agora eu estou escutando músicas que falam com o meu coração. Eu estou escrevendo. E não apaguei nada do que eu escrevi antes. Eu estou sentindo esse momento como senti outros que me lembro bem. Acontece uma coisa mais ou menos assim: meus sentidos se apuram, meu coração começa a palpitar rápido e forte. Eu lembro de momentos que foram assim. Foram momentos em que eu olhei para tudo isso que eu penso e sinto. Me senti viva e satisfeita. Satisfeita com a minha ignorância, que me deixa a benção de aprender mais a cada dia. Satisfeita com tudo o que eu sou e que vivo. Esse momento de que estou falando é um momento em que eu olho pro meu coração e vejo dor, dor da vida e do aprendizado. Eu vejo Deus, porque ele me deixa sentir dor para aprender. Vejo Deus porque sinto que o imperfeito é perfeito. Exatamente como tem que ser. E dizem que quem procura Deus o acha, porque procurar Deus é aceitar o que as leis maravilhosas dele maquinaram para o nosso caminho. É olhar pro coração e encarar a dor de frente, com coragem. E aí então Deus nos consola nos mostrando a verdade da vida. Quando temos coragem é possível entrevermos a perfeição de tudo; é possível entrever Deus. A verdade da vida é a vida. Cada vida é uma verdade, perfeita em suas imperfeições.
Escrito por Bubu às 00h39
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